Aula Inaugural — 20/10/2026 · Priscilla Cordeiro
História da Saúde Mental e a Reforma Psiquiátrica Brasileira — 27/10/2026 · Bruno CobucciAborda a evolução histórica das políticas de saúde mental no mundo e no Brasil, com ênfase na Reforma Psiquiátrica e na Luta Antimanicomial. Analisa os avanços e desafios na estruturação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), destacando o impacto das políticas públicas e da articulação intersetorial na transformação dos serviços de cuidado em saúde mental.
A construção da RAPS: território, comunidade e redes de cuidado — 03/11/2026A aula propõe uma reflexão crítica sobre o processo de construção da RAPS no Brasil, a partir dos princípios do SUS e da Reforma Psiquiátrica, destacando a transição do modelo institucional para o cuidado em liberdade, no território e na comunidade. Serão exploradas as potencialidades do cuidado territorial ampliado, com foco nas redes sociais, familiares e intersetoriais como recursos fundamentais para a produção de saúde mental, reconhecendo os vínculos afetivos e a corresponsabilidade como dispositivos clínicos e políticos.
Fundamentos Históricos e Políticos de Grupos e Oficinas em Saúde Mental — 10/11/2026Apresenta o desenvolvimento histórico das oficinas terapêuticas e dos grupos no Brasil, desde seu uso nos contextos manicomiais até sua consolidação como práticas centrais na atenção psicossocial. Discute o papel das oficinas e grupos como estratégias de cuidado coletivo, construção de vínculos e resistência ao modelo biomédico, enfatizando sua dimensão ético-política e seu lugar na clínica ampliada. São analisadas as transformações desses recursos no campo político ao longo do tempo, sua inserção na Reforma Psiquiátrica e sua potência na produção de subjetividade, pertencimento e cidadania.
Grupos na Atenção Psicossocial: leitura clínica e determinantes sociais — 17/11/2026A disciplina aborda os processos grupais na atenção psicossocial a partir de uma perspectiva situada no contexto brasileiro, articulada aos princípios da Reforma Psiquiátrica e do SUS. Discute o grupo como dispositivo clínico, ético e político, destacando seu papel na produção de subjetividade, na construção de autonomia e na ampliação da participação social no cuidado em liberdade. Analisa o sofrimento psíquico como fenômeno socialmente determinado, considerando os efeitos das desigualdades sociais, pobreza, violência, racismo, gênero e exclusão na constituição das experiências de sofrimento e nas possibilidades de cuidado. Nesse contexto, o grupo é compreendido como espaço coletivo de elaboração, reconhecimento e construção de estratégias de vida, em diálogo com o território e com as redes de apoio. Problematiza as práticas grupais na RAPS, tensionando o grupo tanto como possível dispositivo de controle e normatização quanto como espaço de encontro, invenção e transformação. Aborda a condução de grupos a partir da escuta, da circulação da palavra, da sustentação das diferenças e da construção de corresponsabilidade no cuidado. Articula teoria e prática a partir de situações concretas do cotidiano dos serviços, promovendo uma leitura crítica e implicada das experiências grupais no território, considerando os determinantes sociais como eixo transversal na construção e sustentação das práticas de cuidado.
Teoria e Prática dos Grupos e Oficinas na RAPS — 24/11/2026 · Nazareth MalcherEstuda os principais referenciais teóricos que sustentam as práticas grupais em saúde mental, incluindo a psicodinâmica, a psicologia social e a psicossociologia. Apresenta os diferentes tipos de grupos e oficinas – terapêuticos, psicoeducativos, comunitários, de apoio mútuo – e suas funções no cuidado territorial. Discute o papel do coordenador como facilitador da escuta e da participação ativa, estratégias de comunicação, liderança, manejo de conflitos e corresponsabilidade no processo grupal. Serão apresentados exemplos de práticas em diversos dispositivos da RAPS, considerando suas possibilidades terapêuticas, políticas e sociais.
Oficinas Terapêuticas e Educativas: Planejamento, Condução e Sustentação — 01/12/2026 · Lara Carolina Ribeiro VilanovaA disciplina aborda as oficinas terapêuticas e educativas como práticas de cuidado na atenção psicossocial, com ênfase em seu planejamento, condução e sustentação no cotidiano dos serviços. Parte da compreensão das oficinas como espaços de encontro, produção de sentido e ampliação das possibilidades de participação, situadas no contexto do SUS e da RAPS. Discute a construção de propostas de oficinas a partir do território, dos interesses e das necessidades dos usuários, articulando metodologias participativas, recursos expressivos e estratégias de engajamento. Aborda o manejo do grupo no decorrer da oficina, incluindo aspectos como condução, manejo de impasses, variações de participação e adaptação às diferentes configurações de usuários. Explora o papel do facilitador na sustentação do processo, destacando sua função na escuta, no acolhimento e na criação de condições para a circulação da palavra, do fazer e da convivência, sem reduzir a oficina a uma atividade estruturada ou protocolar. Considera os determinantes sociais da saúde mental, como desigualdades sociais, pobreza, violência, racismo, gênero e exclusão, na construção e condução das oficinas, reconhecendo seus efeitos sobre o engajamento, a participação e as possibilidades de cuidado. Discute, por fim, os processos de acompanhamento e avaliação das oficinas como parte do trabalho clínico e institucional, enfatizando a necessidade de leitura contínua das práticas e de sua reinvenção no contexto do cuidado territorial.
Planejamento e Avaliação de Grupos e Oficinas — 08/12/2026Apresenta estratégias de diagnóstico participativo, planejamento e avaliação de grupos e oficinas no contexto da saúde mental. Aborda a elaboração de propostas alinhadas às necessidades dos territórios, definição de objetivos, estruturação de cronogramas e ferramentas para avaliação qualitativa e quantitativa. Discute análise de eficácia, impacto e estratégias de adaptação das práticas coletivas.
Dinâmicas Grupais: Comunicação, Liderança e Mediação de Conflitos — 15/12/2026Apresenta técnicas para fortalecer a participação, comunicação e coesão grupal a partir da prática e conflitos reais. Aborda a liderança como processo facilitador, estratégias de mediação de conflitos e construção coletiva de soluções. Discute desafios como adesão, resistência, manejo de dinâmicas interpessoais complexas e adaptação a diferentes públicos, garantindo um espaço seguro para escuta e participação ativa.
Grupos e Oficinas na Atenção Primária e Saúde do Trabalhador — 22/12/2026Explora o uso de grupos e oficinas na Atenção Primária à Saúde (APS) e na Saúde do Trabalhador, considerando seus desafios e potencialidades. Discute estratégias para adaptação ao contexto comunitário, intersetorialidade e promoção de saúde. Analisa as relações entre trabalho, subjetividade e sofrimento psíquico, enfatizando estratégias de acolhimento e fortalecimento da autonomia. Apresenta base de repertório para adaptar de acordo com contexto e necessidade; ler território e intervir a partir das práticas de grupos e/ou oficinas.
Grupos Operativos de Pichon-Rivière: Teoria, Clínica e Instituição — 29/12/2026 e 05/01/2027Esta disciplina aprofunda os grupos operativos a partir da teoria de Enrique Pichon-Rivière, articulando seus fundamentos à prática clínica, institucional e grupal na saúde mental. Trabalha conceitos como tarefa, vínculo, papel, emergente, coordenação, resistência à mudança e aprendizagem dialética, situando-os na construção do cuidado em liberdade e no campo da Reforma Psiquiátrica. A disciplina promove reflexões sobre o grupo como instrumento de transformação individual e coletiva, explorando a prática dos grupos operativos na atenção psicossocial, no trabalho em equipe e no acompanhamento de usuários.
Psicodrama de Moreno: Ação, Encontro e Produção de Subjetividade — 12/01 e 19/01/2027Apresenta os fundamentos do Psicodrama e Sociodrama, a partir da teoria de Jacob Levy Moreno, valorizando o grupo como espaço de expressão, espontaneidade, criação e reconstrução de papéis. Explora conceitos como tele, matriz de identidade, dramatização, cena, catarse, aquecimento e palco, articulando teoria e técnica à atuação em saúde mental, possibilitando o desenvolvimento da escuta sensível, da coordenação espontânea e do trabalho com narrativas e corpos no contexto da RAPS.
Laboratório de Grupos e Oficinas II: Planejamento e Estruturação — 26/01/2027A disciplina apresenta metodologias de avaliação de grupos e oficinas em saúde mental, incluindo indicadores qualitativos e quantitativos para mensuração de impacto. Explora técnicas de feedback participativo, registros narrativos, análise de eficácia das intervenções e uso de ferramentas digitais para acompanhamento do desenvolvimento dos grupos. Discute ainda como adaptar os processos avaliativos às necessidades específicas dos participantes, garantindo que a avaliação também seja uma ferramenta de transformação do cuidado. Foco no impacto e ajustes baseados na avaliação.
Supervisão de Práticas e Estudo de Casos — 02/02/2027Proporciona supervisão contínua e análise crítica das práticas dos alunos, com foco na condução de grupos e oficinas. Através de estudos de caso e discussões reflexivas, promove ajustes metodológicos e desenvolvimento de estratégias personalizadas. O formato longitudinal fortalece a escuta profissional e a construção coletiva de soluções. Os alunos apresentam casos para debate, elaborando e acompanhando planos terapêuticos ao longo dos encontros.
Momento de tira-dúvidas · Priscilla Cordeiro
🎓 Seminário Avaliativo do Eixo 1 — 16/02/2027 · Priscilla CordeiroPromove a autoavaliação e a reflexão crítica sobre o processo de aprendizagem, integrando teoria e prática. Estimula a participação ativa, a metacognição e a autonomia dos alunos, fortalecendo a internalização dos conhecimentos adquiridos. A avaliação formativa considera frequência, engajamento e a capacidade de articular conteúdos, consolidando uma formação alinhada às demandas da saúde mental.